sábado, 9 de junho de 2012

Treinando Aquarela 3

Opa,

Vou escrever agora sobre outras coisas que observei praticando com essa lição dos arbustos.
(http://www.youtube.com/watch?v=rNziSVHRLOI&feature=related)

São anotações de erros que cometi em comparação com o resultado obtido pelo professor. São apenas observações empíricas, podem estar incorretas. Meu objetivo não é ensinar, é só compartilha-las como se estivesse numa sala de aula trocando idéias com meus colegas. Quem quiser pode contribuir com suas próprias observações. =)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Treinando aquarela 2

opa,

Seguem umas imagens das minhas últimas treinadas de aquarela.

Como disse na postagem anterior estou estudando através de vídeos que encontro no youtube.

Esses arbustos foram baseados nesse vídeo:

A primeira coisa que aprendi com essa lição foi a importância de conhecer as cores. No vídeo o professor usa apenas 3 cores básicas(Cadmium Red, Cadimium Yellow e Ultramarine Blue) para obter todo o "Range", gama de cores que usará na pintura.
Acontece que a minha pequena paleta de cores não possui nenhuma dessas. Ela tem dois vermelhos, mas nenhum é Cadimium Red, mesma coisa pro azul e pro amarelo. Mesmo percebendo isso resolvi seguir em frente achando que conseguiria um resultado parecido se misturasse uma cor com outra. O resultado foi esse:


Tive um trabalho danado misturando as cores e no final ficaram bem diferentes do original. Segue as misturas que fiz até chegar na paleta que usei:



Mesmo usando essa paleta, percebi que outras cores que obtive e que não usei, possuíam propriedades que se aproximavam das cores do professor, como os dois verdes no canto superior direito que possuem uma certa quantidade de vermelho chegando a um resultado mais "musguento", ou o segundo amarelo do topo, mais encorpado, menos esverdeado, mais queimado.

Enfim, a lição que aprendi é que existem diferentes tipos de cada cor, com propriedades diferentes e sua interação umas com as outras vai dar resultados inesperados. Por isso, acho que é importante conhecer bem as cores. Não estou falando de decorar os nomes, isso vem com o tempo, mas falo de reconhecer a composição de uma cor só de olhar pra ela. "Esse amarelo tem um pouco de vermelho, e não é qualquer vermelho" ou " esse azul tem vermelho, se retirada a saturação ele vai tender pro roxo", etc. É como se fosse um músico que tira uma música de ouvido: a primeira impressão é que o cara tem um dom, mas na verdade ele tem tanta prática que já conhece os vários resultados das notas e suas composições. Acho que  é mais uma questão de tentativa e erro.

Outra coisa: possuir as cores certas e conhece-las evita que você perca muito tempo ou se fruste, fazendo experimentações que não dão certo. O professor com apenas 3 cores resolveu o problema dele, eu tive que  usar quatro ou cinco e não cheguei nem perto. Usando o computador, como costumo fazer, esse processo é muito rápido e a magia do crtl+z ajuda bastante, mas usando tinta e papel o que podia ser um passeio no parque se transforma numa volta ao mundo.

Tenho mais coisas pra escrever sobre essa lição dos arbustos e vou postando ao longo da semana.

Segue um desenho que fiz entre um exercício e outro. Estou fazendo sempre esses desenhos livres pra desopilar dos exercícios e experimentar o que venho aprendendo com eles:


abs

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Começando na Aquarela

Tomei vergonha na cara e dei um pulo na papelaria pra comprar uns materiais de pintura. Decidi começar pela aquarela pois é um estilo que eu já experimentava no meu caderno de scketch (mas usando materiais inapropriados: nanquim colorido e papel fino).

Pra sentir o que a aquarela poderia de fato me oferecer resolvi investir uma graninha e comprar papel, tinta e pincéis adequados. Segue a lista e o orçamento:



  • Bloco papel canson 12 folhas, gramatura 300, (próprio pra aquarela)      R$ 27,50
  • Pincel Ref. 182 N20 Tigre (ponta fina)                                                    R$ 7,66
  • Tinta Aquarela Pentel 12 cores                                                               R$ 26,90


  • total  R$ 58,90


* Se vai treinar, não compre os materiais mais caros. Essa caixa de tinta não é a maior, esse pincel não tem o melhor pelo e essa marca de papel ouvi dizer que não é a top de linha.

A maior diferença que senti entre o material anterior e este foi no papel. O papel de alta gramatura realmente faz diferença. Ele absorve bem a água e não deforma, além de proporcionar uma textura legal.

Como a maioria dos iniciantes cometi o velho erro de começar ambicioso demais. A primeira aquarela que fiz foi um cenário inteiro com personagens e tudo mais. Deu um trabalho desgraçado e não aprendi tanto da técnica quanto se estivesse fazendo exercícios menores. Por isso aconselho começar pequeno, ver uns tutoriais no youtube, pois existem muitos (como este: http://www.youtube.com/watch?v=RgNQjbZUz-c&feature=related, e seguir o que eles ensinam passo a passo, sem pressa, aprendendo uma coisa de cada vez.

"Ele pescou uma Sereia e nunca mais quis saber de pescar".
(hehe, um momento de inspiração poética, =P)


Um tema que percebi se repetir nos exercícios dos tutoriais é o desenho de árvores e arbustos. As árvores tem formas simples que não inibem os iniciantes (como eu) e a espontaneidade da forma das folhas e galhos tem tudo a ver com a própria espontaneidade da técnica de aquarela. Por isso resolvi baixar a bola e treinar umas embaixadas antes de arriscar um gol de placa. Seguem umas árvores que estive fazendo pra exercitar.




Pretendo fazer uma sequência de posts falando das coisas que estou aprendendo com meus erros e acertos  além de links de tutoriais bacanas. Até breve.

abs

quinta-feira, 19 de abril de 2012

De volta a papelaria

Eu sempre fui fã dos desenhos animados do cartoon network, mas um deles em especial me deixa maluco até hoje. Samurai Jack me conquista pelo estilo de arte reto, anguloso e pela animação rápida e cortada, bem japonesa. Os cenários então, nem se fala, eram o que mais me fazia cobiçar desenhar daquela forma.

Samurai Jack (2001) Acrylic
Cartoon Network


E é por causa dos cenários de Samura Jack que escrevo este post. Achei no blog TheConceptArtBlog.com uma matéria com vídeos do Artista Scott Wills desenhando os cenários. E o que deixou a cabeça desse viciado em vetor que vos escreve ainda mais fora dos eixos, foi descobrir que o cara fazia tudo a mão. Aquela arte retinha e impecável era feita sem vetores. Sei que isso não é grandes coisas, pois já vi outros artistas das antigas que fazem assim, mas ver esse cara, filho da era do computador, alcançando ótimos resultados dessa forma,  me deu uma chacoalhada, porque me fez perceber o quanto estou viciado no crtl+c, crtl+v.

Minha primeira impressão quando via aqueles cenários era de uma arte vetorial com aplicação de texturas em multiply, nem chegava a cogitar texturas feitas com papel toalha na tinta fresca, como mostra o vídeo. Por isso escrevo este post, não só pra compartilhar os vídeos, mas pra falar um pouco da importância de sujar as mãos de vez em quando. Ainda sou apaixonado por fazer as coisas no computador e não pretendo parar tão cedo (enquanto a vista e a coluna deixarem), mas hoje mesmo vou dar um pulo na papelaria e fazer umas compras, pois as ferramentas tradicionais podem melhorar e muito meu trabalho com as digitais.

fiquem com os vídeos:





abs

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tecnologia de Ponta



Fiz essa ilustração a partir de uma ideia boba que esbocei no sketchbook.
Também é Inkscape, do esboço a arte final.

abs

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bode ao Luar



Mais uma ilustração saída do Inkscape. O bode é um animal que gosto muito de desenhar, suas linhas quinadas e ângulos retos tem muito a ver com o meu traço. Também gosto da personalidade do bicho, a expressão dele sempre me transmite sabedoria e bom humor. Se eu fosse adaptar um conto Zen pro nordeste brasileiro o bode certamente seria o mestre.

abs

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tromba Cazam



Fiz essa ilustração usando o InkScape, que é um programa de desenho vetorial gratuito muito simpático. Ele ainda não chega aos pés do Ilustrator, principalmente para impressos, mas não fica muito atrás. Pra quem já domina algum programa de desenho vetorial, migrar para o InkScape é só questão de paciência. Ele tem uma interface que se assemelha a do Corel.

Também estou experimentando colocar texturas nos desenhos pra eles não ficarem tão lisos. Ainda não tenho uma câmera de qualidade pra sair por ai fotografando texturas, mas estou usando as que acho no repositório universal de toda a sabedoria "Google".

abs