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segunda-feira, 18 de julho de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O ruído

Em algum lugar do espaço um explorador busca a fonte de um sinal. O estranho ruído deixou a expedição científica acordada a noite inteira, esperando o pesadelo que estaria por vir. Todos conheciam a lenda mas nenhum deles, do alto de seu posto científico, daria o braço a torcer para aquelas histórias populares. Cansados e com fome, usaram seus últimos dias de vida para isolar a base do ruído e assim conseguir ao menos descansar. A morte já cercava todos os membros da expedição com ou sem ruído. Não fosse a vaga esperança de resgate talvez não houvesse força de vontade para continuar respirando. A esperança era uma âncora que não deixava aqueles homens perderem-se. Mas um deles não se satisfez com aquela âncora. Era um veterano. O longo tempo de serviço no espaço moldou sua mente contra as ilusões humanas. "O espaço não perdoa", dizia. Ele sabia que nenhum resgate viria. De que valia ficar ali sentado esperando as tempestades de areia consumi-los. Decidiu partir, sozinho, rumo ao deserto desconhecido. Já que iria morrer queria ao menos ver a criatura de que tanto falavam. Ali estava a verdadeira exploração científica. Não mais guardar e analisar amostras de terra. Agora era a hora dos primeiros exploradores. A morte iminente o libertou para isso. Agora era a hora de dar ouvido as lendas, de buscar o inóspito, entende-lo, mesmo que para morrer na sequência. No seu capacete a câmera ligada pois queria que a sua expedição particular ficasse registrada e que o seus últimos dias de vida fossem úteis de alguma forma. Aquele registro ficaria lá enterrado no deserto para que um dia alguém o descobrisse.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A lenda do bode dourado

Começando o ano no meio do carnaval. Estive sumido e acumulei muita coisa pra compartilhar. Primeiro vamos com uma atualização de portfólio que fiz em dezembro, a tentativa era de misturar meu traço em grafite com cores em aquarela. Deu muito trabalho, talvez seja melhor deixar a aquarela só para o fundo. O grafite com a aquarela também não casou como eu queria, exigiu muita bulição no computador. Quem sabe essa ideia do bode dourado não vira história um dia.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

terça-feira, 4 de novembro de 2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Fazendo meu sketchbook (parte 3)

Esse é o terceiro e último post sobre como fiz meu sketchbook personalizado. Agora que já vimos os materiais, vamos ver o passo a passo.


Primeiro – corte a capa



Pensando em um melhor aproveitamento para o miolo, cheguei ao formato de capa de 11 x 15 cm – dessa maneira as folhas do miolo serão do tamanho de ¼ de uma folha A4, o que nos leva a um desperdício zero. Cada capa passa meio centímetro da borda do miolo para protegê-lo. Para cortar, um estilete é o suficiente.




Segundo – fure a capa



O furador normalmente tem uma seta que indica o meio entre os furos. Faça um risco no meio do lado menor da sua capa e iguale com a seta no meio do furador na hora de furar. Para acertar a distância do furo até a borda da capa, você pode riscar com um lápis. Se os furos ficarem muito perto da borda, a capa fica fraca e pode romper; se ficarem muito distantes, o miolo pode passar fora na outra margem.

Depois de furados os lados onde as argolas irão entrar, pegue uma das capas (que será a traseira) e fure também a borda oposta à das argolas. Esses furos são para o elástico e podem ficar um pouco mais longe da borda do que os furos das argolas. No meu caso furei bem perto da borda, o que não é legal pois o elástico pode escapar na hora de fechar.



Na hora de furar, não precisa se limitar à distância entre os furos do furador; você pode fazer os furos individualmente e de maneira que fiquem mais próximos, conseguindo tamanhos menores de caderno. Mas esse tamanho de 11 x 15 junto com o tamanho padrão do furador já cabe em muitos bolsos de bermuda.


Terceiro – aplique os ilhoses



Coloque o ilhós no furo de modo que a parte que tem uma argola fique pra fora do caderno. A boca menor do ilhós, a que fica pra dentro, precisa passar um pouco da borda da capa.



Insira nessa parte do ilhós a ponta da chave Philips (quanto maior a ponta em relação ao buraco do ilhós, melhor) e bata com o martelo para expandir a borda do ilhós e prendê-lo à capa. Dependendo do tamanho da ponta da chave, pode ser preciso mais de uma batida.




Quarto – aplique o elástico



Repita esse procedimento para prender o elástico. Lembra da outra borda da capa que também foi furada? Nesses furos iremos inserir as pontas do elástico e aplicar os ilhoses com essas pontas dentro do buraco, de maneira que elas fiquem presas pelos ilhoses.



Para saber que tamanho o elástico tem que ter (ele não pode ter o comprimento dos furos, tem que sobrar um pouco) prenda primeiro uma das pontas e, antes de prender a segunda, faça um teste, segurando-a com o dedo e tentando fechar o caderno. No meu caderno o elástico ficou com 12 cm (sem estar esticado). Esse tamanho vai depender da quantidade de folhas do miolo.


A quantidade de folhas do miolo vai depender do tamanho da argola que você comprou e da gramatura do papel que você escolher. No meu caso eu usei um papel Canson de 300 g/m², próprio para aquarela, e uma argola de tamanho pequeno. No miolo do meu caderno couberam 16 folhas, ou seja, dois A3 cortados em 8 pedaços.

E está pronto seu sketchbook personalizado e reciclável. Você pode incrementá-lo depois, colocando um elástico porta-lápis e um marca-página, é só seguir os mesmos passos usando furador e ilhoses.



E se quiser fazer uma textura com filtro de café na capa como essa que eu fiz é só dar uma olhada nesse link:
Na minha capa passei papel contato por cima dos filtros de café porque não consegui filtros suficientes e a camada de filtros ficou fina, dai o papel contato da uma resistência maior.

Uma dica: se não quiser tocar com a mão o verso das folhas quando segurar o caderno aberto (para não engordurar a página ou estragar um desenho já feito), basta segurar pela contracapa e deixar o restante pendurado.



Ou você pode intercalar folhas de papel vegetal entre uma folha de desenho e outra, assim você evita também que um desenho estrague o outro.

Espero que tenham gostado do post. Que dos seus cadernos de esboço saiam muitos desenhos ao ar livre e muitas ideias.

abs


terça-feira, 22 de abril de 2014

Fazendo meu sketchbook (parte 2)



Essa é a segunda postagem sobre como fiz meu sketchbook personalizado.
Vamos aos materiais:




  • Capa de caderno velho (aqueles do seu colegial que sua mãe insiste em guardar – cuidado com a espessura, não pode ser uma capa muito grossa)


  • Furador de papel comum


Tem que ser um no qual caiba a espessura da capa de caderno velho – na dúvida, leve um pedaço da capa na loja e peça para testar a espessura

  • Argolas articuladas, também conhecidas como argolas scrapbook



Esse é o material principal, são uma raridade em alguns lugares. Em João Pessoa, tem esse lugar que vende:
Localização no Google Maps (fica nesse shopping em frente ao IBGE):

A argola articulada é o principal material porque ela trará a possibilidade de você mesmo trocar as folhas do caderno. Elas se abrem como argolas de fichário e você vai poder colocar as folhas de acordo com sua necessidade, gramatura alta ou baixa, podendo até misturar gramaturas diferentes.



Outra vantagem das argolas articuladas é que elas tornam o caderno reciclável, assim acabou-se o problema de procurar outro caderno igual para comprar, basta substituir as folhas usadas, e papel é barato. As folhas antigas você pode até arquivar num fichário de verdade, pois os furos são padronizados. E para aqueles que gostam de colecionar os sketchbooks com capa e tudo, basta fazer uma nova capa a cada reciclagem.

Outra vantagem é a comodidade. Com cadernos costurados ou colados, a capa não pode abrir mais de 180 graus e fica por ali atrapalhando a pegada no caderno. Com as argolas, você pode girar o restante do caderno que não vai ser usado a 360 graus, ficando muito simples de segurar.


Como eu disse na introdução, não dá pra encontrar uma solução que atenda a todos, e essa ideia traz uma desvantagem. Não dá pra desenhar página dupla. As argolas criam um vão entre as páginas e não dá pra continuar o desenho de uma pra outra. No meu caso não fez falta porque eu raramente faço desenhos dessa forma na rua. Mas se você gosta dessa abordagem, esse caderno não serve.



Compre a argola de tamanho pequeno, assim ela não irá atrapalhar na hora de colocar o caderno no bolso.

  • Ilhós (que caiba no buraco feito pelo furador de papel)



Os ilhoses servem para dar resistência aos buracos feitos na capa e podem ser encontrados em casas de aviamento, que são aquelas casas que vendem material de costura. No endereço acima, onde você compra as argolas, também tem ilhoses pra vender. Para aplicar os ilhoses existem ferramentas específicas que são vendidas nessas mesmas casas de costura, são os alicates ou uns ferrinhos de bater. Mas como não vamos aplicar ilhoses em larga escala não precisa comprar as ferramentas, basta pegar uma chave Philips e um martelo.

  • Elástico (para fechar o caderno).



Esses são os materiais básicos. O caderno de esboços que fiz tem outros materiais, mas que são só cosméticos; seu uso vai de acordo com o gosto do freguês. No próximo post mostro o passo a passo.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Ta chegando

Mais uma ilustração do livro "Ubaldo IV - o Urubu Rei" da Paulus editora, que eu tive a honra de ilustrar. Acabei de receber um e-mail dizendo que ta pronto e que minha cópia ta vindo pelos correios. Preciso ocupar minha mente senão o monstro da ansiedade vai me engolir, kkkkk.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Menção Especial

Hoje tive uma ótima notícia!

Minha ilustração foi selecionada entre as vinte na Competitiva Nacional de Ilustração organizada pela UNOPAR.

Eu queria mesmo era ficar entre os três primeiros colocados, hehe, mas infelizmente não foi dessa vez =/.

Estou muito satisfeito com a menção honrosa que pra minha surpresa recebeu um plus inesperado: dentre as vinte menções, o meu trabalho e o de um colega estão como "Menção Especial". Isso quer dizer que nossos trabalhos se destacaram entre os outros vinte? Que legal.

Segue a ilustração em questão:



Os 50 trabalhos pré-selecionados estarão em exposição no III Salão Nacional de Ilustração da UNOPAR.

Parabéns aos demais colegas!

Obrigado aos organizadores do concurso. Parabéns pela organização e qualidade. Que a UNOPAR continue trazendo este evento que é tão importante para nós, que estamos engatinhando nessa área fantástica da ilustração.

abs