Mostrando postagens com marcador pintura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pintura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Fazendo meu sketchbook (parte 1)



Desde que uns amigos me apresentaram a ideia dos sketchbooks, já tive a oportunidade de colecionar alguns. Sketchbooks são nada mais que pequenos cadernos de esboço que os artistas levam consigo no bolso ou na mochila para desenhar e anotar ideias. Os desenhos podem ser baseados na observação de paisagens e pessoas, podem ser desenhos de treinamento (anatomia, luz e sombra etc.) ou ideias para personagens. Os desenhos feitos num sketchbook tendem a ser diferentes daqueles que o artista faz no seu trabalho diário, pois o objetivo geral é experimentar novas técnicas e conceitos. Uns gostam de fazer desenhos mais acabados, outros preferem apenas esboçar, mas no final das contas o mais importante é ter uma ferramenta para treinar desenho a qualquer hora e em qualquer lugar.


Com os sketchbooks que já possuí, além de colecionar desenhos e ideias, colecionei também insatisfações. É difícil encontrar para vender um caderno de esboços que se adapte às suas necessidades, seja de tamanho, gramatura das páginas, versatilidade da capa, conforto na pegada etc. Você acaba tendo que abrir mão de uma dessas características. Existem muitos artistas diferentes e que usam seu sketchbook de maneiras diferentes: uns usam para aquarela, outros para acrílica, outros simplesmente para esboços lineares com nankim; assim fica mesmo difícil ter um tipo de caderno que atenda a todos. Foi pensando nisso que resolvi fazer meu próprio caderno de esboços. Querendo suprir minhas próprias necessidades, acho que cheguei a um resultado que pode ser útil para outros artistas e decidi compartilhar o processo. No próximo post vou mostrar passo a passo como fiz esse caderno abaixo.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

mais subaquáticas

Nessa aquarela tentei algo diferente. Deixei de lado o planejamento e fui só no feeling. Apesar dos erros de perspectiva, de algumas cores meio sem sentido e de ter sobrecarregado o papel, que ficou meio engilhado, gostei do resultado e da experiência. Gostei principalmente da profundidade dos tons, áreas bem escuras em contraste com áreas mais claras, uma profundidade que geralmente tenho dificuldade de atingir na aquarela, talvez pela própria natureza da técnica. Por outro lado, acho que não ficou muito com cara de aquarela. Tanto a maneira como pintei quanto o resultado me pareceram mais com um trabalho de tintas opacas. Acho que trabalhar rápido com aquarela exige mais sutileza, tem que ter um equilíbrio entre expressão e planejamento, peso da mão e sutileza, enfim... já estou divagando, hehehe.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Treinando Aquarela 13

Andei meio doente essa semana e os estudos minguaram. Pra sair do marasmo seguem umas experimentações que fiz de árvores em estilo aquarela no computador:



O Resultado não está muito aquarela pois as pinceladas ainda estão muito marcadas, mas foi o melhor que consegui com uns pinceis gratuitos que baixei, ainda não tenho a manha de configurar meus próprios pinceis.


Alguém conhece um programa que simule aquarela com mais fidelidade? Que simule a tinta se espalhando? Já usei o Painter da corel mas faz muito tempo, não lembro se ele é bom nisso.

abs


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estudos

A pose da personagem da postagem anterior foi baseada nesta bela foto:


Mas a pose não saiu boa na aquarela. Além de ficar meio confusa, a posição dos braços não está funcionando.

Seguem alguns estudos que fiz antes de fazer a da aquarela:


abs

terça-feira, 3 de julho de 2012

Treinando Aquarela 10

Fiz essa aquarela abaixo pra experimentar as técnicas aprendidas no tutorial da postagem 7.


Tentei usar o máximo de técnicas, misturando e improvisando. Segue abaixo as indicações do nome da técnica e do local onde usei:


  1. Pra fazer as nuvens usei o amarelo mais forte sobre o amarelo ainda úmido.
  2. Fui limpando o pincel deixando-o com menos pigmento e menos água para fazer essa gradação.
  3. Aqui fiz uma tentativa de arrancar a cor já seca com o pincel úmido e sem pigmento para fazer núvens mas não funcionou e desisti. Talvez porque tenha deixado secar demais.
  4. Uma cor se fundindo na outra pra fazer a capa.
  5. Essa foi no improviso, chamei de "dedo": dedo seco sobre a tinta ainda úmida, fazendo um borrado em degradê.
  6. A leve textura foi obtida com uma esponja(de lavar louça mesmo). Depois um pincel mais seco e deitado me deu manchas fragmentadas.
  7. Comecei com o Pushing Out Pigment (ver postagem 7) mas não estava obtendo o efeito desejado de grama. Então parti para uma Detail Painting, como já havia visto em outro tutorial, usando uma pincelada ágil  que vai afinando.
  8. Na grama abaixo da árvore deixei a tinta secar demais, então quando arranhei o papel com a ponta de uma tesoura acabei arrancando fibras. Nas gramas do primeiro plano consegui um efeito melhor fazendo o arranhão com a superfície ainda úmida.
  9. Aqui fiz uma negative painting mas sem intensão nenhuma. Na verdade o que aconteceu é que apliquei o ton mais escuro do tronco da árvore por cima das manchas amarelas e vermelhas de folhas que já estavam secas, mascarando-as.
  10. Scumbling: na copa da árvore golpeei o papel fazendo manchas curtas umas sobre as outras para dar essa impressão de folhas. Acho que exagerei um pouco e o resultado ficou meio Pontilhismo demais.


Mas o aprendizado mais legal dessa lição foi este:



Eu descobri como é legal experimentar as pinceladas no papel antes de aplicar no desenho. Dessa maneira voçê pode testar o resultado das suas misturas de cores, técnicas de pincelada, além de usar a própria folha para enxugar o pincel e/ou retirar pigmento dele, conseguindo gradações. A partir de hoje minhas aquarelas serão todas cagadas em volta, hehe, =).

até a próxima,
abs

sábado, 9 de junho de 2012

Treinando Aquarela 3

Opa,

Vou escrever agora sobre outras coisas que observei praticando com essa lição dos arbustos.
(http://www.youtube.com/watch?v=rNziSVHRLOI&feature=related)

São anotações de erros que cometi em comparação com o resultado obtido pelo professor. São apenas observações empíricas, podem estar incorretas. Meu objetivo não é ensinar, é só compartilha-las como se estivesse numa sala de aula trocando idéias com meus colegas. Quem quiser pode contribuir com suas próprias observações. =)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Treinando aquarela 2

opa,

Seguem umas imagens das minhas últimas treinadas de aquarela.

Como disse na postagem anterior estou estudando através de vídeos que encontro no youtube.

Esses arbustos foram baseados nesse vídeo:

A primeira coisa que aprendi com essa lição foi a importância de conhecer as cores. No vídeo o professor usa apenas 3 cores básicas(Cadmium Red, Cadimium Yellow e Ultramarine Blue) para obter todo o "Range", gama de cores que usará na pintura.
Acontece que a minha pequena paleta de cores não possui nenhuma dessas. Ela tem dois vermelhos, mas nenhum é Cadimium Red, mesma coisa pro azul e pro amarelo. Mesmo percebendo isso resolvi seguir em frente achando que conseguiria um resultado parecido se misturasse uma cor com outra. O resultado foi esse:


Tive um trabalho danado misturando as cores e no final ficaram bem diferentes do original. Segue as misturas que fiz até chegar na paleta que usei:



Mesmo usando essa paleta, percebi que outras cores que obtive e que não usei, possuíam propriedades que se aproximavam das cores do professor, como os dois verdes no canto superior direito que possuem uma certa quantidade de vermelho chegando a um resultado mais "musguento", ou o segundo amarelo do topo, mais encorpado, menos esverdeado, mais queimado.

Enfim, a lição que aprendi é que existem diferentes tipos de cada cor, com propriedades diferentes e sua interação umas com as outras vai dar resultados inesperados. Por isso, acho que é importante conhecer bem as cores. Não estou falando de decorar os nomes, isso vem com o tempo, mas falo de reconhecer a composição de uma cor só de olhar pra ela. "Esse amarelo tem um pouco de vermelho, e não é qualquer vermelho" ou " esse azul tem vermelho, se retirada a saturação ele vai tender pro roxo", etc. É como se fosse um músico que tira uma música de ouvido: a primeira impressão é que o cara tem um dom, mas na verdade ele tem tanta prática que já conhece os vários resultados das notas e suas composições. Acho que  é mais uma questão de tentativa e erro.

Outra coisa: possuir as cores certas e conhece-las evita que você perca muito tempo ou se fruste, fazendo experimentações que não dão certo. O professor com apenas 3 cores resolveu o problema dele, eu tive que  usar quatro ou cinco e não cheguei nem perto. Usando o computador, como costumo fazer, esse processo é muito rápido e a magia do crtl+z ajuda bastante, mas usando tinta e papel o que podia ser um passeio no parque se transforma numa volta ao mundo.

Tenho mais coisas pra escrever sobre essa lição dos arbustos e vou postando ao longo da semana.

Segue um desenho que fiz entre um exercício e outro. Estou fazendo sempre esses desenhos livres pra desopilar dos exercícios e experimentar o que venho aprendendo com eles:


abs

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Começando na Aquarela

Tomei vergonha na cara e dei um pulo na papelaria pra comprar uns materiais de pintura. Decidi começar pela aquarela pois é um estilo que eu já experimentava no meu caderno de scketch (mas usando materiais inapropriados: nanquim colorido e papel fino).

Pra sentir o que a aquarela poderia de fato me oferecer resolvi investir uma graninha e comprar papel, tinta e pincéis adequados. Segue a lista e o orçamento:



  • Bloco papel canson 12 folhas, gramatura 300, (próprio pra aquarela)      R$ 27,50
  • Pincel Ref. 182 N20 Tigre (ponta fina)                                                    R$ 7,66
  • Tinta Aquarela Pentel 12 cores                                                               R$ 26,90


  • total  R$ 58,90


* Se vai treinar, não compre os materiais mais caros. Essa caixa de tinta não é a maior, esse pincel não tem o melhor pelo e essa marca de papel ouvi dizer que não é a top de linha.

A maior diferença que senti entre o material anterior e este foi no papel. O papel de alta gramatura realmente faz diferença. Ele absorve bem a água e não deforma, além de proporcionar uma textura legal.

Como a maioria dos iniciantes cometi o velho erro de começar ambicioso demais. A primeira aquarela que fiz foi um cenário inteiro com personagens e tudo mais. Deu um trabalho desgraçado e não aprendi tanto da técnica quanto se estivesse fazendo exercícios menores. Por isso aconselho começar pequeno, ver uns tutoriais no youtube, pois existem muitos (como este: http://www.youtube.com/watch?v=RgNQjbZUz-c&feature=related, e seguir o que eles ensinam passo a passo, sem pressa, aprendendo uma coisa de cada vez.

"Ele pescou uma Sereia e nunca mais quis saber de pescar".
(hehe, um momento de inspiração poética, =P)


Um tema que percebi se repetir nos exercícios dos tutoriais é o desenho de árvores e arbustos. As árvores tem formas simples que não inibem os iniciantes (como eu) e a espontaneidade da forma das folhas e galhos tem tudo a ver com a própria espontaneidade da técnica de aquarela. Por isso resolvi baixar a bola e treinar umas embaixadas antes de arriscar um gol de placa. Seguem umas árvores que estive fazendo pra exercitar.




Pretendo fazer uma sequência de posts falando das coisas que estou aprendendo com meus erros e acertos  além de links de tutoriais bacanas. Até breve.

abs